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Celta, o rei dos carros populares

O Celta é um dos modelos mais populares da Chevrolet no Brasil. E, assim como o Corsa, também deixou seu legado no mercado automotivo.

17/09/2020 15h31
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Por: Eduardo Magalhães
Celta, o rei dos carros populares

O Celta é um dos modelos mais populares da Chevrolet no Brasil. E, assim como o Corsa, também deixou seu legado no mercado automotivo, afinal a Montana compartilha a mesma plataforma do Corsa. Neste artigo vamos relembrar a história do rei dos carros populares, o querido Celta.

 

A fabricação do Celta deu-se muito antes do seu lançamento oficial nos anos 2000. A Chevrolet já estava desenvolvendo um modelo que seria mais barato que o Corsa, de 1994. Devido a isso, em 1996, a Chevrolet deu início ao projeto Arara Azul. O objetivo da Chevrolet era desenvolver carros baratos em relação ao Corsa e que também fosse de barata manutenção. Para isso, a fabricante usou a mesma plataforma do Corsa de 1994, e seu conjunto de motores, para desenvolver o seu mais novo projeto. O design do Celta foi feito pelo designer brasileiro Paulo Konno, que teve como inspiração o modelo Vectra e o Opel Tigra.

 

O Chevrolet também foi uma grande responsável pela inauguração da fábrica no Rio Grande do Sul, que atualmente é responsável pelas linhas Onix e Prisma. A inauguração foi fundamental na história da Chevrolet no Brasil, a qual contou até com a presença do então presidente do Brasil, Fernando Henrique Cardoso. O lançamento do Arara Azul, foi realizado em setembro de 2000, e colocou o nome Celta em evidência.

 

 

A princípio, o Celta tinha apenas 2 portas e possuía um design bastante moderno para a época. As portas eram inspiradas no Tigra, enquanto sua dianteira era similar a do sedã médio e queridinho dos brasileiros, o Vectra. Seu motor 1.0 MPFI que gerava 60 cvs e que empenhava-se em conjunto com o seu câmbio manual de 5 velocidades, era uma herança do seu irmão Corsa. A primeira geração do Celta possuía um desenho no painel bem simples, e deixava a desejar por não ter a sofisticação existente no Corsa, por exemplo. Além disso, ele contava com alguns atributos, como a buzina ser acionada por meia de uma alavanca, e não ao centro do volante, e sua direção ser desproporcional, devido a utilização da mesma plataforma do Corsa, mas com algumas mudanças.

 

O ano era 2002 e o Celta já havia emplacado mais de 100 mil unidades, provando que unir um desenho chamativo ao custo benefício estava obtendo resultados favoráveis a marca. Em 2002, chegou o tão aguardado Celta de 4 portas, que deixava o acesso aos assentos traseiros mais acessíveis. Ainda em 2002, o Celta recebeu motor 1.4 que entregava até 85 cvs. Já para 2003, a maior reestilização foi a inclusão do motor VHC já existente no Corsa. Devido a essa mudança, o motor agora rende até 70 cvs, ou seja, um pouco mais do que no modelo anterior. Em 2005, o Celta recebia alguns acessórios, que o aproximavam de um off-road e que podia ser colocado em qualquer versão do modelo, fosse 2 ou 4 portas. Ainda em 2005, o motor 1.0 VHC recebeu a tecnologia FlexPower, que chegava a 77 cvs a etanol e 70 cvs a gasolina.

 

 

Em 2006, ocorreu a primeira atualização de design no Celta, o qual teve como inspiração o Vectra, que já estava na sua 3ª geração. Foram retirados os faróis e deram lugar a faróis de parábola simples, sua grade e o para choque foram redesenhadas e deram um ar mais moderno ao modelo. O logo da Chevrolet, ganhou mais destaque e o preenchimento na cor dourada. As lanternas traseiras mantiveram o seu formato, porém com um novo desenho. A tampa do bagageiro recebia sua porta placa, afinal, nos 2000 elas se localizavam no para-choque. O painel também foi reestilizado, com um novo quadro de instrumentos mais completo. A buzina finalmente passou a ser no volante. E pela primeira vez, o Celta recebia um sucessor, que faz sucesso até hoje, o Chevrolet Prisma.

Ainda em 2006, a Chevrolet apresentou ao mundo, o Prisma, um sedã derivado do Celta. Assim como no Celta, o modelo Prisma possuía características do Vectra. Uma das grandes peculiaridades do Prisma da primeira geração foi seu enorme espaço de bagageiro que possuía 439L. Além disso, o seu motor era 1.4 com tecnologia flex que entregava até 89 cvs a gasolina e 97 cvs a etanol. Na tentativa de ultrapassar o Classic, a Chevrolet apostou no motor 1.0 VHC para o Celta, o que não aconteceu, e deixou o modelo ultrapassado. Para diferenciar o Prisma do Celta, a fabricante inseriu as nomenclaturas de versões nas linhas do Corsa, ou seja, versões Joy e Maxx, na intenção de deixar o sedã em evidência. Ao final de 2006, durante o evento Salão do Automóvel, a Chevrolet apresentou um conceito chamado de Prisma Y, o qual possuía um estilo mais aventureiro, e bem próximo ao modelo EcoSport da Ford. Mas este conceito não vingou no modelo da marca.

O Celta recebeu um upgrade antes de sair de linha, em 2012. Sua grade dianteira perdia alguns vincos, e a logo da Chevrolet deixava de lado o tradicional círculo cromado, adotando uma logo com preenchimento em dourado. Seus faróis mantiveram o desenho, porém agora com uma máscara negra, assim como em suas lanternas. O interior recebia volante novo, o revestimento de bancos com novos tecidos e uma nova cor no quadro de instrumentos. Além disso, a Chevrolet decidiu trocar a nomenclatura de todas as versões, adotando a mesma estratégia do Chevrolet Cruze, nas versões LS e LT. Em 2014, tanto o modelo hatch quanto o sedã passaram a ter airbag duplo e freios ABS, que tornaram-se obrigatórios nos veículos a partir de então. O Celta deixou de ser fabricado oficialmente de 2015, depois de aproximadamente 1,5 milhão de unidades emplacadas.

Provando ser o queridinho dos brasileiros, pouco tempo antes de sair do mercado, ainda em 2015, a Chevrolet aproveitou a plataforma do Corsa 1994 que já serviu ao Celta e ao Classic, e apresentou o Agile em 2009, bem parecido ao Fox da Volkswagen. Seu design e a plataforma utilizada gerou várias polêmicas, mas o modelo Agile teve seus momentos de vitória e ajudou a Chevrolet do Brasil sair de uma crise que afetou a fábrica matriz, em 2008. Seguindo a mesma linha do Agile, a Chevrolet desenvolveu a segunda geração da Montana. Atualmente, o único modelo que resta utilizando a plataforma do Corsa e Celta, é a Montana, que alterou a base do Corsa C, e adere novamente a base do Corsa B. Já o modelo Prisma, deixou de lado a plataforma de 1994 ao trocar de geração em 2013 e passou a utilizar a plataforma modular do Chevrolet Onix e seguindo a Gamma II ou GSV, do Opel Corsa D.

Hoje o modelo mais vendido da linha Chevrolet é o Onix, indo na contramão do Celta que foi um dos carros mais barato da Chevrolet no Brasil, que na época chegou por aqui custando aproximadamente R$14.000.

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