Governador

Em silêncio sobre Portela, Dino cobra afastamento de Moro

Secretário de Segurança do Maranhão permanece no cargo em meio à acusação de uso da pasta para fins eleitorais, pessoais e partidários.

10/06/2019 23h42
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Fonte: Atual 7
Acusação foi feita por dois delegados da Polícia Civil
Acusação foi feita por dois delegados da Polícia Civil

O governador Flávio Dino (PCdoB) deu demonstração de falta de coerência política e moral, nesta segunda-feira 10, ao usar as redes sociais para cobrar o afastamento do ministro Sérgio Moro da pasta da Justiça e Segurança Pública, após reportagem do The Intercept Brasil mostrar que o ex-juiz federal da Lava Jato orientou o procurador Deltan Dallagnol, do Ministério Público Federal (MPF), no trâmite dos processos da operação.

 

Para o comunista, diante da gravidade da revelação, Moro deve deixar ou ser exonerado do ministério, por risco de utilizar a estrutura da pasta para fins eleitorais e partidários. “Sergio Moro deve se afastar ou ser afastado do Ministério da Justiça. Quem instrumentalizou a Justiça Federal para fins eleitorais e partidários pode tentar fazer o mesmo com a Polícia Federal, agora sob seu comando direto.”, postou.

Ocorre que a mesma postura de Dino não é adotada em relação ao caso envolvendo seu secretário de Segurança Pública, Jefferson Portela.

 

Conforme investigação que corre sob sigilo na Procuradoria-Geral de Justiça (PGJ), instaurada a partir de solicitação do presidente do Tribunal de Justiça do Maranhão, desembargador Joaquim Figueiredo, Portela é suspeito de haver utilizado a estrutura da pasta para fins políticos, pessoais e partidários.

 

Ele teria, segundo denúncia do delegado de Polícia Civil Ney Anderson Gaspar, ordenado espionagem a desembargadores do TJ-MA, além de familiares e assessores destes. Ainda segundo Ney Anderson, o titular da SSP da gestão de Dino também atrapalhou o andamento de investigações relacionadas à máfia da agiotagem no Maranhão, ao determinar blindagem a um membro do governo que poderia ser preso em eventual deflagração da Operação Jenga II. Também mirou na suposta arapongagem, sempre de acordo com Ney Anderson, no senador Roberto Rocha (PSDB-MA).

 

Com o governo em meio ao escândalo há cerca de um mês, Dino mantém silêncio público sobre o caso, havendo se manifestado sobre Jefferson Portela apenas para parabenizá-lo pela suposta diminuição de crimes na capital, fato que, até recentemente, era atribuído ao - premiado pelo próprio governador do Maranhão pelo feito - delegado de Polícia Civil Tiago Bardal, outro que também acusa Portela de uso ilegal da pasta contra desembargadores e para causar embaraços às investigações contra a agiotagem, inclusive para proteger um agiota que vem faturando aos tubos no governo Flávio Dino, por meio de uma empresa apontada pela própria SSP de Jefferson Portela como escorredora de dinheiro público pela organização criminosa de agiotas.

 

Portela, assim como Moro e a força-tarefa da Lava Jato, também nega as acusações de ilegalidade.

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